Em novembro de 1990 o jornal Zero Hora fazia um balanço do 8º Musicanto concluindo que: “Quem esteve em Santa Rosa presenciou uma mostra do que de melhor a cultura regional e popular possui e que corre na contramão da mídia. Qual o festival brasileiro pode se orgulhar, hoje, de resgatar o chorinho, de incentivar fusões do pop com o tango, salsa e outras latinidades, de ter como participante Patativa do Assaré (maior nome da literatura de cordel do nordeste) e mesmo de premiar como melhores instrumentistas um harpista e um trompetista. O Musicanto é um privilégio para a arte e para a cultura brasileira”.
Além de um privilégio o 8º Musicanto resgatou um compromisso histórico com a figura do negro e sua importância para a cultura ameríndia. Num Musicanto em que toadas cariocas, chorinho, cueca, flamenco, afro-gaúcho, valsa, maxixe, milonga, catira mineira, baião, salsa, moda de viola, embolada, vaneira, tango, chamamé, guarânia e canção nordestina marcaram presença, a vencedora do festival veio de Porto Alegre-RS, com a força do axé da cidade baixa em um candombe.
O candombe Beirando o Rio beirou a genialidade de Giba-Giba e a força da música afro feita no Rio Grande do Sul. Cantando as margens e curvas do Rio Guaíba, Giba-Giba colocou todo mundo para dançar demonstrando a força do folclore sulino, no canto de toda a América.
